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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O uso de anabolizantes e seus efeitos colaterais.......


Proviron (mesterolona)

Anabolizantes mais Comuns
Este é um esteróide anti-aromatizante não tóxico. Também não tem propriedades anabólicas. É utilizado por ter ação similar ao citrato de tamoxifeno. Não bloqueia os citos receptores de estrógenos como faz o citrato de tamoxifeno, mas evitando que os esteróides aromatizem. Muitos atletas utilizam o Proviron em conjunto com o Nolvadex num esforço para reduzir os efeitos colaterais. Como ponto negativo, o Proviron parece competir com os esteróides anabólicos por citos receptores no músculo, reduzindo assim o efeito anabólico dos esteróides. O Proviron é utilizado por culturistas de ambos os sexos não só para evitar a ginecomastia mas também para aumentar a densidade muscular.

      Hemogenin (Oximetolona)


Anabolizantes mais Comuns

Esta droga é conhecida como o esteróide oral mais poderoso que um culturista pode administrar, mas sua função terapêutica é a de aumentar a produção de células vermelhas no sangue (eritropoiese). É utilizada no tratamento de alguns tipos de anemia e em alguns estágios de AIDS, mas recentemente outra droga não esteroidal (EPO) vem substituindo a oximetolona.

O medicamento originalmente produzido pela Syntex foi re­tirado das prateleiras no Brasil e passou a ser produzido por outro laboratório com o mesmo nome, Hemogenim. É encontrado em ou­tros países com o nome de Anadrol ou Anapolon. Ele pode ocasionar um rápido ganho de força e volume muscular; mas, devido à sua alta toxidade ao fígado - é um 17 -alfa alquelado - a dose e o ciclo de utilização devem ser limitados. Sua utilização em dose muito eleva­da pode salientar os efeitos colaterais. Um único comprimido vem com a dosagem de 50 mg, mas a oximetolona não é efetiva apenas por sua concentração, como pensam alguns. Paradoxalmente, em dosagem inferior a droga não funciona bem, pois não se liga eficientemente aos receptores celulares. Portanto, a prática de dividir o comprimido em dois não é adequada. O mesmo não acontece com a oxandrolona, que vem em doses de apenas 2 mg e o stanozolol em 5mg.

Mesmo em dosagem menor, para limitar alguns efeitos cola­terais, é comum o acompanhamento com o citrato de tamoxifeno ou anastrozol. Mulheres não utilizam a oximetolona.

Existem várias narrativas de abuso dessa poderosa droga, com narrações da administração bizarra de até dez comprimidos por dia!.Talvez por parte de indivíduos extremamente mal informados e! ou que desejam resultados geometricamente proporcionais às dosagens. Também devemos levar em conta que drogas orais são bem atrativas para quem teme injeções intramusculares.

Contrariando a crença de que a maioria só utiliza a oximetolona em fase fora de temporada, essa droga também vem sendo usada, por alguns atletas na Europa, em fase pré-competição. Eles acreditam que o medicamento aumentará o volume sangüíneo, sendo utilizado em associação com o anastrozol, ao invés do tamoxifeno, como inibidor de aromatase para a droga.

A dosagem para homens pode variar de 1 a 2 comprimidos e distribuída durante o dia. O tempo de uso não deveria ultrapassar 5 semanas e o intervalo mínimo entre administrações deveria ser de 6 a 8 semanas.

       Deca-Durabolin ( decanoato de   nandrolona )


Anabolizantes mais Comuns

Este esteróide, também encontrado no Brasil, originalmente foi desenvolvido pela Organon na década de 60, mas atualmente diversos outros laboratórios produzem este esteróide, como o Extraboline da Grécia e o Dynabolon da Itália que é uma variação do decanoato de nandrolone sendo mais androgênico do que a Deca original. A Deca em sua forma original é moderadamente androgênico com boas propriedades anabólica, sendo utilizado para ganho de massa muscular e pré-competição, porém, alguns atletas tendem a reter muito líquido com esta droga. A Deca é muito usada como uma droga de base para todo o ciclo de esteróide (desde que fora de temporada) por evitar inflamações e dores articulares que podem ocorrer devido a realização de treinamento pesado. A diferença da Deca produzida no Brasil é que esta vem com a concentração de 25mg/ml ou 50mg/ ml, enquanto no exterior existe concentração de 100mg/ml.

             Durateston (4 compostos de testosterona)


Anabolizantes mais Comuns

Este esteróide injetável é a combinação de 4 compostos de testosterona. A idéia de misturar estes diferentes ésteres é obter uma ação imediata após a aplicação e mantê-la por um longo período. O propionato de testosterona tem uma ação imediata, mas de curto período; o fenilpropionato e o isocaproato têm um início de ação mais lento, porém de maior duração. Esta droga mostra excelentes resultados em aumento de força e ganho de peso e não parece promover retenção hídrica como a maioria dos esteróides altamente androgênicos, mas mesmo assim só é utilizada fora de temporada. Outra vantagem observada pelos usuários é que se pode utilizar esta droga por maior período de tempo pelo fato de não causar maciço fechamento dos eitos receptores como acontece com muitos esteróides. Mulheres não devem utilizá-la. Na Europa o laboratório ORGANON produz o mesmo medicamento com o nome de Sustanon. A CISA-GEIGY produz na Suíça outra droga semelhante seguindo a mesma idéia de liberação gradual com o nome de Triolandren, enquanto na Grécia é produzido o OMNADREN.

           Winstrol (stanozolol)


Anabolizantes mais Comuns

Este esteróide pode vir na versão oral e injetável em diluente aquoso. Winstrol é um esteróide pouco androgênico e moderadamente anabólico, não promovendo aromatização nem retenção hídrica significativa, porém em alta dosagem pode ser tóxico ao fígado principalmente o oral. O Winstrol é bastante controvertido no mundo do culturismo.

Enquanto algumas pessoas experimentam ganhos de força e volume, outras afirmam que comprar Winstrol é perda de tempo e dinheiro. Talvez só algumas pessoas tenham os receptores específicos para este componente químico. De qualquer forma, o Winstrol só se verifica a utilização em fase de definição quando se busca densidade sem correr o risco de acumular líquido subcutâneo. É administrado com o Parabolan ou o Primobolan. Algumas mulheres utilizam esta droga em dosagens baixas e mesmo assim parece ocasionar pequena virilização em algumas.

Esta combinação também pode ser utilizada no meio de um ciclo longo de esteróides quando se deseja dar uma pausa nos esteróides mais androgênicos e manter o máximo possível de peso e diminuir os efeitos colaterais dos esteróides mais androgênicos.

O winstrol injetável também pode ser utilizado para aplicações locais nos músculos mais deficientes, numa tentativa de aumentar o volume dos mesmos, assim como se fazia com o descontinuado Esiclene.

Como a droga, mesmo a injetável, é um 17 alfa-alquelado, algumas pessoas consideram a hipótese de administrar o líquido via oral ao invés de injetálos, já que o mesmo não deverá ser destruido pelo fígado. Porém, como sempre, empiricamente, conta-se uma perda de até 20% da substância quando administrada dessa forma. Obviamente atletas mais radicais injetarão o produto.

Neste caso, costuma se utilizar de 1/2 ml por ponto de aplicação sendo alvos comuns os bíceps, tríceps e panturrilhas. A dosagem para homens varia de 16 a 30 mg/dia na forma oral e de 150mg a 350mg por semana em tomadas divididas na forma injetável.

       Testosterona suspensão


Anabolizantes mais Comuns
Esta droga é assim denominada porque deve de ser agitada para que os cristais se misturem à solução baseada em álcool desidratado e clorofórmio. A testosterona suspensão só tem atividade por algumas horas no organismo, senão minutos, antes que seja eliminada, principalmente pela urina. Este esteróide é utilizado por levantadores olímpicos e basistas para aumentar o potencial de força logo antes de treinamento pesado ou competição. Mulheres não devem utilizá-la.
Para mulheres, a dose varia de 4mg a 8mg por dia na forma oral e de 50mg a 100mg por semana em tomadas divididas na forma injetável
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        ADE

Óleos para crescimento localizado
No Brasil, a alternativa para o uso de Synthol e outros óleos, veio através de um medicamento veterinário de custo relativamente baixo e de fácil acesso: o composto vitamínico ADE.

Cada 100 ml de ADE, normalmente é composta de 2.500.000 a 25.000.000 Ul vitamina A, 500.000 a 7.000.000 Ul de vitamina D e 1.650 a 7.000 Ul vitamina E. Oficialmente, este produto é recomendado para tratar carências de vitaminas e infecções em bovinos, eqüinos, suínos, ovinos, caprinos e coelhos (há claras recomendações para não se usar em cães e gatos).

Por conter vitaminas lipossolúveis, o veículo do ADE é oleoso e seu custo é relativamente baixo, dada a matéria prima e destinação do produto. Assim, algum "gênio", teve a infeliz idéia de iniciar a injeção localizada desta substância e criar uma versão tupiniquim do Synthol, nos presenteando com uma das práticas mais ignorante do mundo do fitness.

Como se pode notar, o ADE não possui o analgésico encontrado nos produtos acima, o que deixa sua aplicação mais dolorosa e torna mais difícil que uma grande quantidade seja usada de uma só vez. No entanto, muitos usuários burlam esta limitação com aplicações pequenas e constantes da droga, obtendo, em longo prazo, as mesmas deformações e efeitos colaterais que se pode com outros óleos.

 
       Lipostabil


Perfil das drogas

Novamente aparece uma promessa para acabar com a gordura localizada. Desta vez ocorreu uma intensa propaganda sobre outra substância "mágica", a Fostatidilcolina (Lipostabil). Antes de tudo, é preciso dizer que dificilmente será possível encontrar uma pesquisa séria direcionada ao uso estético desta ou de qualquer outra substância, principalmente porque a comunidade científica deve (ou deveria) se preocupar com problemas que realmente põem a risco a humanidade e são relevantes para a melhora da vida na Terra. .

A Fosfatidilcolina é uma lipoproteína encontrada em abundância nas membranas celulares, sua concentração e composição parecem influir diretamente na integridade e funcionamento destas membranas, principalmente no transporte através delas. Supõe-se que o uso deste fosfolipídio aumente a solubilidade do colesterol, trazendo benefícios como alterar a composição de depósitos de gordura e inibir a agregação plaquetária, o que diminuiria os riscos de doenças cardiovasculares. Terapeuticamente ela tem sido usada em distúrbios mentais, doenças cardiovasculares e hepáticas induzidas por medicamentos, álcool, poluição, viroses e outras toxinas.

        Fígado

A exposição das membranas celulares a substâncias tóxicas pode causar danos às células hepáticas, levando a desequilíbrios na homeostase e posteriormente à morte destas células, o álcool, por exemplo, pode destruir a membrana mitocondrial, prejudicando o metabolismo de gorduras (LIEBER et al, 1994; LIEBER et al, 1996). Nestes casos o lipostabil pode ajudar a membrana a se regenerar.

Nos casos de danos ao fígado a fosfatidilcolina foi pesquisada em:

- Ingestão abusiva de álcool: há vários relatos de sucesso, tanto com o uso oral (PANOZ et al, 1990; SCHULLER PEREZ et al, 1985; KNUECHEL 1979) quanto intravenoso (BUCHMAN et al, 1992).

- Na recuperação hepática após danos causados por vírus, como o da hepatite (TSYRKUNOV, 1992; FRIEDMAN et al, 1996; MUETING et al, 1972; HIRAYAMA et al, 1978; YANO et al, 1978; KOSINA et al, 1981; JENKINS et al, 1982; VISCO et al, 1985; HANTAK et al, 1990).

- Também há relatos em pacientes que tiveram problemas relacionados ao tratamento da tuberculose e foram ajudados pela fosfatidilcolina tanto pela via oral (MARPAUNG et al, 1988) quanto intravenosa (KUNTZ et al, 1978).

- Outras doenças (KUNTZ et al, 1965; ESSLINGER et al, 1966; KLEMM, 1964).

Cérebro

Este fosfolipídio é também fornecedor da colina, que por sua vez é essencial na formação da acetilcolina, um importante neurotransmissor envolvido na memória. Nesta área pode-se destacar os estudos dos orientais FURUSHIRO et al (1997) e CHUNG et al (1995) onde o uso de fosfatidilcolina melhorou a memória em animais.

Lipídeos

A colina é também necessária ao metabolismo de gordura, sendo que a ingestão de fosfatidilcolina se mostrou eficiente no tratamento de doenças cardiovasculares e redução dos níveis de colesterol (BIALECKA, 1997; BROOK et al, 1986; MEL'CHINSKAIA et al, 2000; ZEMAN et al, 1995), removendo-o dos tecidos e evitando a agregação de plaquetas. Porém, há controvérsias sobre estes resultados, KNUIMAN et al afirmaram em 1989 que os benefícios encontrados nestes estudos são artifícios causados pelo design experimental e a maneira de análises de dados, sendo mediados por outras mudanças na dieta ou devido ao ácido linoleico. Outro estudo desanimador foi o de SIMONSSON et al (1982), onde dietas ricas em fosfatidilcolina não alteraram positivamente os níveis plasmáticos de lipoproteínas.

Quanto ao acúmulo de gordura só sei de um estudo feito em animais por TAKAHASHI et al, (1982), onde se relacionou a deficiência de fosfatidilcolina com distúrbios na liberação de lipídeos pelas células. Neste estudo japonês, os ratos recebiam ou dietas ricas ou pobres em colina durante duas semanas, quando a quantidade de colina era baixa havia distúrbios na liberação de gordura das células do intestino para o sistema linfático. A suplementação oral de fosfatidilcolina rapidamente corrigiu esta disfunção, confirmando a colina como um fator extremamente importante na absorção de gorduras através da membrana celular.

Considerações finais

A membrana da célula é responsável por controlar o fluxo de substâncias do meio extra para o intracelular e vice-versa, envolvendo também a receptividade à insulina e o equilíbrio hídrico e salino. Pense bem, se algum fator exógeno causa desequilíbrio nesta membrana, qual será a reação a longo prazo? É perigoso e ingenuamente otimista alterar as propriedades da membrana celular e pensar que o único efeito seria a perda de gordura por algumas células. Como não conheço nenhum estudo longitudinal onde se acompanhou o uso subcutâneo prolongado de Lipotsabil com fins estéticos, eu não recomendaria que você se arriscasse tão cedo. Na minha opinião faltam duas informações vitais:

1. Se a redução de medidas é fruto da perda de gordura, de desidratação ou outro meio? Lembre-se que gorduras não são as únicas substâncias a passar através das membranas celulares, água e minerais também são transportados continuamente. Existem, inclusive, patologias geradas por altas taxas do fosfolipídeo em questão, onde os sintomas são desequilíbrios nas taxas de potássio e desidratação (CLARK et al, 1993).

2. Como seu corpo vai responder a esta prática? Vai ficar com a membrana alterada para sempre (o que poderia ser extremamente nocivo ao equilíbrio dinâmico do seu organismo)? Ou vai supercompensar (retornando com sobras às medidas antigas)?

Ah! Tem uma pergunta que me intriga sobremaneira: os estudos que encontrei sempre se referem ao uso oral ou intravenoso da fosfatidilcolina, então quem foi o "gênio" que inventou a injeção subcutânea desta substância com fins estéticos?


  O QUE SÃO ESTERÓIDES?

Esteróides são hormônios, responsáveis pela harmonia das funções primordiais no organismo. Além dos esteróides temos a insulina, o glucagon (estudados no capítulo de nutrição), os hormônios da tiróide e outros.

Existem três categorias básicas de esteróides. Estrógenos (hormônio feminino) produzido no ovário e encarregados de produzir os caracteres sexuais femininos. Andróginos (hormônio masculino) produzidos principalmente nos testículos e responsáveis pela produção das características sexuais masculinos, tais como a massa muscular, a força, a barba, o engrossamento da voz, a velocidade de recuperação da musculatura, o nível de gordura corporal e outros. Ambos os sexos produzem os dois hormônios. Os estrógenos são predominantes na mulher, muito embora o ovário e a glândula adrenal produzam pequenas quantias de andróginos. O mesmo ocorre no organismo masculino, onde estrógenos são produzidos em pequena quantidade nos testículos. O último tipo de esteróide é a cortizona que é produzido por ambos os sexos e tem efeito analgésico e anti-inflamatório. Os esteróides anabólicos são um subgrupo de andróginos.

O que os atletas desejam são os efeitos anabólicos dos andróginos. Mesmo sendo do sexo masculino a intenção é administrar quantias extras de esteróides anabólicos e beneficiar-se dos seus efeitos positivos. Mas não é assim tão simples.

Devemos entender que existem nestas substâncias propriedades androgênicas e anabólicas em diferentes níveis, dependendo do esteróide, já que existem diferentes tipos de esteróides. O que se deseja, com a administração de esteróides anabólicos, são as propriedades anabólicas como o aumento da massa muscular, a velocidade de recuperação da musculatura e o controle dos níveis de gordura corporal, ao passo que os efeitos androgênicos, tais como a ginecomastia e o acúmulo de gordura pretende-se evitar.

A indústria química produz tipos de esteróides com diferentes níveis de poder anabólico e androgênico, mas, infelizmente, os mais poderosos anabolicamente também são fortemente androgênicos. Um esteróide perfeito, 100% anabólico e 0% androgênico, ainda não existe.


INJETANDO CORRETAMENTE

Temos certeza que ao serem noticiados da existência deste tópico no presente material, muitos puristas retardatários* terão mais um ataque histérico de inconformismo:

Esses loucos ensinam até a aplicar injeção neste livro (comprar) maldito!

Bull shit! Ocorre que preferimos orientar as pessoas susceptíveis ao uso de drogas sobre como injetá-las, utilizando procedimentos corretos de higiene e assepsia, a nos depararmos com essas mesmas pessoas sofrendo de inflamações, infecções, abscessos e, até mesmo, gangrena e embolia por falta de conhecimento técnico.

Para nós, prestamos um serviço. Se estivéssemos em um lugar mais adiantado, até mesmo essa introdução seria totalmente desnecessária, mas como vivemos em um país que ainda sofre reflexos do autoritarismo e de muita ignorância, preferimos embasar nossa filosofia, que é simples.

Esses puristas idiotas bradam em seus discursos retardatários* que muitas coisas não devem ser ditas, sexo só em segredo, no escuro e coisas assim... Agem desse modo porque, dentre outras, também podem ser proibidos de gozar e só transam poucas vezes por ano, na velha e tradicional posição do papai e da mamãe, com a luz apagada. Por isso, estão entupidos de espermatozóides até o pescoço e com seus escrotos a beira de uma explosão. Pressionados por essa ação fisiológica, refletem seu recalque tentando reprimir outras pessoas como eles mesmos o são. Se a retardatária for mulher é porque é mal comida... e pronto!

*Retardatários porque perderam o trem da história e caíram com seus bundões no chão e lá ficaram.

REGRAS GERAIS

1. A princípio, todo medicamento deve ser prescrito pelo médico especialista;

2. Nunca administrar medicamentos sem rótulo e de origem duvidosa;

3. Verificar a data de validade do medicamento;

4. Interar-se sobre as diversas drogas, para conhecer cuidados específicos e efeitos colaterais:
    - melhor horário;
    - formas de diluição e tempo de validade do medicamento;
    - ingestão com água, leite, sucos;
    - antes, durante ou após as refeições ou em jejum;
    - incompatibilidade ou não de mistura de drogas;

5. Tendo dúvidas sobre o medicamento, não administrá-lo;

6. Manter controle rigoroso sobre medicamentos disponíveis;

7. Ler atenciosamente a bula é fundamental;

8. É bom salientar que os produtos veterinários não possuem o mesmo controle higiênico-sanitário, quando comparados aos produtos destinados ao consumo humano, portanto devem ser evitados.

PREPARO DO MEDICAMENTO EM AMPOLA

1. Lavar bem as mãos, fazendo assepsia com álcool a 70% ou sabonete anti-séptico;

2. Certificar-se do medicamento a ser aplicado, dose, via e paciente a que se destina;

3. Antes de abrir a ampola, certificar-se que toda a medicação está no corpo e não no gargalo. Se não estiver, fazer a medicação descer com movimentos rotatórios na ampola;

4. Fazer a desinfecção do gargalo com algodão embebido em álcool a 70%;

5. Proteger os dedos com algodão, ao serrar ou quebrar o gargalo;

6. Abrir a embalagem da seringa;

7. Adaptar a agulha ao bico da seringa, zelando para não contaminar as duas partes;

8. Certificar-se do funcionamento da seringa, verificando se a agulha está firmemente adaptada;

9. Manter a seringa com os dedos polegar e indicador e segurar a ampola entre os dedos médio e indicador da outra mão;

10. Introduzir a agulha na ampola e proceder a aspiração do conteúdo, invertendo lentamente a agulha, sem encostá-la na borda da ampola;

11. Virar a seringa com a agulha para cima, em posição vertical e expelir o ar que tenha penetrado;

12. Desprezar a agulha usada para aspirar o medicamento (Não seja miserável. Se você teve dinheiro para comprar algum tipo de droga, alguns centavos a mais não vão fazer diferença para seu bolso. Portanto, troque a agulha!);

13. Escolher, para a aplicação, uma agulha de calibre apropriado á solubilidade da droga e à espessura do tecido subcutâneo do indivíduo;

14. Manter a agulha protegida com protetor próprio.

INJEÇÃO SUBCUTÂNEA (SC)

A via subcutânea, também chamada hipodérmica, é indicada principalmente para drogas que não necessitam ser tão rapidamente absorvidas, quando se deseja eficiência da dosagem e uma absorção contínua e segura do medicamento.

A insulina, o hormônio do crescimento e o HCG, têm indicação por essa via.

Áreas de aplicação

Os locais mais adequados para aplicação são aqueles afastados das articulações, nervos e grandes vasos sangüíneos:
- partes externas e superiores dos braços;
- laterais externas e frontais das coxas;
- região gástrica e abdômen;
- nádegas;
- costas (logo acima da cintura).

Obs: Na aplicação de injeção subcutânea a pessoa pode estar em pé, sentada ou deitada, com a área bem exposta.

Método
1. Lavar bem as mãos, fazendo assepsia com álcool a 70% ou sabonete anti-séptico;

2. Preparo da medicação conforme técnica anteriormente descrita;

3. Expor a área de aplicação e proceder a anti-sepsia do local  escolhido;

4. Permanecer com o algodão na mão não-dominante;

5. Segurar a seringa com a mão dominante, como se fosse um lápis;

6. Com a mão não dominante, fazer uma prega na pele, na região onde foi feita a anti-sepsia;

7. Nesta prega cutânea, introduzir a agulha com rapidez e firmeza, com ângulo de 90° (perpendicular à pele);

8. Aspirar para ver se não atingiu um vaso sanguíneo;

9. Injetar o líquido vagarosamente;

10. Esvaziada a seringa, retirar rapidamente a agulha e, com algodão, fazer ligeira pressão no local. Logo após, fazer a massagem. Para certos tipos de drogas, como a insulina, não é conveniente a massagem após a aplicação, para evitar a absorção rápida;

11. Observar o indivíduo alguns minutos, para ver se apresenta alterações;

12. Providenciar a limpeza e o descarte do material em local apropriado (lixo descartável), onde haja recolhimento de lixo hospitalar;

13. Lavar as mãos.

Observações
1. Não utilizando a agulha curta, a angulação será de 45° para indivíduos normais, 60° para obesos e 30° para excessivamente magros;

2. A diluição das drogas deve ser feita com precisão e segurança. Na dúvida, não aplicar;

3. Na aplicação de insulina, utilizar a técnica do revezamento, que é um sistema padronizado de rodízio dos locais das injeções para evitar abscessos, lipodistrofias e o endurecimento dos tecidos na área da injeção.

INJEÇÃO INTRAMUSCULAR (IM)

É a deposição de medicamento dentro do tecido muscular. Depois da via endovenosa é a de mais rápida absorção; por isso o seu largo emprego.

Locais de aplicação
Na escolha do local para aplicação, é muito importante levar em consideração fatores como: idade, a distância em relação a vasos e nervos importantes, musculatura suficientemente grande para absorver o medicamento, espessura do tecido adiposo; irritabilidade da droga e atividade profissional do indivíduo.

São indicados, para aplicação de injeção intramuscular as seguintes regiões:

a) região deltoidiana - músculo desltóide;

b) região ventro-glútea ou de Hachstetter - músculo glúteo médio;

c) região da face ântero-lateral da coxa - músculo vasto lateral (terço médio).

d) região dorso-glúteo - músculo grande glúteo (quadrante superior externo).

Escolha da agulha
Para aplicar com agulha ideal, deve-se levar em concideração: o grupo etário, a condição física individual e a solubilidade da droga a ser injetada.

       Método

1. Preparar o medicamento conforme técnica descrita;

2. Lavar bem as mãos, fazendo assepsia com álcool a 70% ou sabonete anti-séptico;

3. Com os dedos polegar e indicador da mão dominante, segurar o corpo da seringa e colocar o dedo médio sobre o êmbolo;

4. Com a mão dominante, proceder á anti-sepsia do local. Depois, manter o algodão entre o dedo mínimo e anular da mesma mão;

5. Ainda com a mão dominante, esticar a pele segurando firmemente o músculo;

6. Introduzir rapidamente a agulha com o bisel (ponta) voltado para o lado, no sentido das fibras musculares;

7. Com a mão dominante, puxar o êmbolo, aspirando, para verificar se não lesionou um vaso;

8. Empurrar o êmbolo vagarosamente;

9. Terminada a aplicação, retirar rapidamente a agulha e fazer uma ligeira pressão com o algodão;

10. Fazer massagem local;

11. Providenciar a limpeza e o descarte do material em local apropriado (lixo descartável), onde haja recolhimento de lixo hospitalar;

12. Lavar as mãos.

Observações
1. A princípio, injeções com mais de 3 ml não devem ser aplicadas no deltóide de pessoas com condições corporais consideradas normais.

2. O volume máximo para injeção IM é de 5 ml. Volume acima de 5 ml, fracionar e aplicar em locais diferentes;

3. Estabelecer rodízio nos locais de aplicação de injeções.

       EFEITOS COLATERAIS?

Muitos efeitos colaterais de longo e curto prazo são relacionados com o uso de esteróides anabólicos. Efeitos colaterais, como calvície e acne, não são ameaças à vida, mas podem ser psicologicamente preocupantes, ao passo que a hipertrofia da próstata é uma conseqüência que não pode ser ignorada.

O fato é que efeitos colaterais são relacionados, mais daí a admitir que, usando esteróides anabólicos, você terá estes efeitos colaterais é o mesmo que assumir que não os utilizando você jamais terá estes problemas. Aposto que você tem um tio careca que jamais utilizou esteróides.

Alguns usuários de esteróides anabólicos parecem escapar dos efeitos colaterais, enquanto outros sofrem um ou mais desses efeitos. Tudo depende da predisposição genética, fato que a mídia normalmente não menciona.

O principal culpado pelos efeitos colaterais provocados pelo uso de esteróides anabólicos é um hormônio denominado Dihidrotestosterona (DHL). Este hormônio é convertido no corpo a partir da testosterona por uma enzima denominada de 5-alpha redutase. Dentre os efeitos indesejáveis provocados por este componente estão:

     CALVÍCIE

A Dihidrotestosterona faz com que o folíco capilar pare de crescer cabelo. Homens com tendência à calvície têm mais concentração de DHL e afinidade a androgênicos no folículo do cabelo. Como medida paliativa, algumas pessoas utilizam androgênicos tópicos como minoxidil e polysorbate 80, mas como pouco ou nenhum resultado para maioria. Muito embora pareça que a persistência no uso destas substâncias seja o melhor. O resultado parece ser obtido com mais consistência após meses de aplicação contínua.

       HIPERTROFIA PROSTÁTICA

Também se observa que DHL tem importante papel no mecanismo de aumento prostático. Este problema acontece com homens de mais idade, nos quais naturalmente a quantidade de DHL é maior. Só nos Estados Unidos ocorrem aproximadamente 400.000 prostatectomias anuais. Isso é um problema sério para muitos homens. A solução para esse problema é uma classe de medicamento denominado de inibidor de alpha-redutase. Como o nome diz, este medicamento inibe a enzima que converte a testosterona em DHL. Uma dessas drogas, comercialmente disponível, denomina-se Proscar. Infelizmente, essa droga pode ocasionar efeitos colaterais, como impotência, perda de interesse sexual e dores de cabeça em um número pequeno de pessoas. Você arrisca?

      ACNE

A DHL também se relaciona com a formação de acne por fazer com que a glândula sebácea produza mais óleo, combinando isso com bactérias do ar, pele seca e outros, forma-se a acne. Como medida paliativa, podem-se utilizar remédios tópicos como retin-A, mas com a desvantagem de ocasionar vermelhidão na pele.

Os esteróides variam quanto a sua tendência em se converter em DHL. Drogas ricas em andrógenos, tais como metandrostenolone (Dianabol) e oximetolona (Hemogenim), tendem a se converter rapidamente em DHL equanto drogas, como oxandrolone (Anavar) e decanoato de nondrolona (Deca Durabolim), não se convertem em DHL facilmente, não tendo dessa forma efeito pronunciado em relação à perda de cabelo, à acne e ao aumento da próstata.

Outros efeitos colaterais não necessariamente vinculados à produção de DHL podem também ocorrer.

         AGRESSIVIDADE

Este é um efeito bastante comum. Apesar de ter um lado positivo na academia durante treinamento, a agressividade pode ocasionar sérios problemas sociais, como perda de controle no trato com problemas triviais diários que fazem parte da vida de todos nós, podendo também ocasionar alienação e distanciamento daqueles que nos deveriam ser caros, os familiares, os amigos e os colegas de trabalho. Novamente são os esteróides mais androgênicos que causam este efeito mais acentuado. Se um atleta é mais maduro emocionalmente, terá meio caminho andado para controlar estes efeitos ou para decidir por uma droga menos androgênica.

         HIPERTENSÃO

Ocorre que alguns esteróides tendem a reter água em vários partes do organismo, inclusive no sangue, fazendo com que este aumente de volume e, em conseqüência, de pressão. Os sintomas mais comuns da hipertensão são dores de cabeça, insônia e dificuldade respiratória. Esta pode também ser uma doença silenciosa, sem manifestações evidentes, o que a torna ainda mais perigosa. Dessa forma, o atleta sob o uso de esteróides deve medir a sua pressão arterial regularmente. Normalmente, a pressão limite é de 130/90 sistólica e diastólica, respectivamente, mas são necessário algumas correções, dependendo da idade, sexo, diâmetro do braço, etc.; por isso só deve ser medida e interpretada por um médico. Sódio é elemento agravante, de forma que deve ser limitado na dieta por usuários de esteróides. Drogas como Dyaside, Catapres e Lasix são utilizados no tratamento da hipertensão, mas são administrados exclusivamente com controle médico.

              LIMITAÇÃO DO CRESCIMENTO

Alguns esteróides, se utilizados por longo período ou em grande quantidade, têm como efeito colateral o fechamento prematuro dos discos de crescimento localizados nas epífises ósseas. Certamente este não é um problema para usuários maduros, mas uma preocupação para os mais jovens, ainda em crescimento. Para esse problema, a única solução é acompanhar a administração de esteróides com estudos radiográficos periódicos para verificar se está havendo interferência no crescimento linear.

             AUMENTO DO COLESTEROL

Os esteróides muito freqüentemente têm como efeito o aumento de LDL (mau colesterol) e a diminuição de HDL (bom colesterol). O aumento de LDL ocasiona o depósito de gordura nas artérias, aumentando o risco de enfarte e derrame. O aumento de colesterol plasmático normalmente retorna ao normal após ter cessado o ciclo de esteróides. Limitar o consumo de gorduras saturadas e a realização de atividades aeróbicas são recomendações úteis para este caso.

       VIRILIZAÇÃO EM MULHERES

Pode ocorrer efeitos como crescimento de pêlos na face, engrossamento da voz, hipertrofia do clitóris e amenorréia. Para este caso a escolha de esteróides com baixo componente androgênico é o melhor, muito embora estes efeitos reduzam-se ou desapareçam com o fim do ciclo de esteróides.

              GINECOMASTIA

Coloquialmente referida como "teta de cadela", a ginecomastia é uma manifestação caracterizada por excesso desenvolvimento dos mamilos em indivíduos do sexo masculino. Pode ocorrer em um ou em ambos peitorais; usualmente, manifesta-se por uma coceira persistente e o aparecimento de um nódulo logo abaixo do mamilo. A ginecomastia normalmente aparece em três fases distintas da vida. Aproximadamente 60-90% de bebes recém-nascidos apresentam uma pequena ginecomastia devido á presença de estrógenos na placenta da mãe. Neste caso, a hipertrofia do mamilo, normalmente desaparece em algumas semanas. Muitos casos também se manifestam em adolescentes de 10 a 14 anos. Ocorre que em adolescentes, às vezes, a produção de estrógenos processa-se mais rápido do que a produção de testosterona, salientando-se assim caracteres femininos. E por último é a incidência de ginecomastia em homens na terceira idade que passam a converter estrógenos a partir da testosterona através de um processo denominado de aromatização. Esta hipertrofia normalmente não é cancerosa mas deve ser evitada.

A ginecomastia também pode ser desenvolvida por usuários de esteróides anabólicos, especialmente por aqueles que utilizam esteróides mais androgênicos. Ocorre que estes são os mais suscetíveis à aromatização e a ginecomastia é um dos efeitos da aromatização. Às vezes, este processo é tão saliente que o nódulo formado abaixo do mamilo começa a atrair qualquer gordura existente em volta, aumentando ainda mais a saliência.

A melhor forma de tratar a ginecomastia é evitar que ela apareça. Citrato de tamoxifeno (NOLVADEX) é um antagonista de estrógenos que trabalha bloqueando os receptores de estrógenos, sendo o medicamento mais utilizado entre os usuários de esteróides anabólicos. O citrato de tamoxifeno é usado principalmente para tratar câncer de mama em mulheres. Este medicamento pode causar a redução parcial da ginecomastia. Como lado negativo, o uso de NOLVADEX vem sendo relacionado com o desenvolvimento de câncer de fígado e uterino em mulheres que se servem dele por longo período.

A melhor forma de evitar a ginecomastia é não utilizar esteróides anabólicos, mas, se isto for inevitável, o melhor é utilizar aqueles que pouco aromatizam, ou seja, os menos androgênicos. Em caso de persistência, a ginecomastia pode ser removida cirurgicamente por um bom cirurgião plástico.

              DOR DE CABEÇA

Também ocasionado pelos esteróides mais androgênicos é um dos efeitos da elevação da pressão arterial. Limitar o uso de esteróides altamente androgênico e controlar a pressão arterial é a principal medida. O uso de H.C.G. (gonadotrofina coriônica humana, ver em dicionário de drogas), também pode ocasionar ligeira enxaqueca.

           IMPOTÊNCIA E ESTERILIDADE

No início de um ciclo de esteróides, normalmente o homem passa por um período de excitação sexual com o aumento da freqüência de ereção. Porém, este efeito tem duração de algumas semanas, revertendo-se gradualmente para a perda de interesse sexual. Esta redução de libido sexual resultado do cessamento ou redução na produção natural de testosterona devido à elevação excessiva de testosterona no corpo, proveniente da administração de esteróides anabólicos. Qualquer sintoma de impotência é temporário e cessa à medida que o esteróide deixa de ser administrado.

Atletas que fazem ciclos de esteróides muito longos, periodicamente administram HCG (gonadotrofina coriônica humana) em intervalos regulares, usualmente a cada seis semanas. Neste caso, a HCG estimula os testículos a produzir testosterona natural, evitando assim os sintomas mencionados.

O HCG também é utilizado no final do ciclo de esteróides para acelerar a volta da produção natural de testosterona e muitas vezes para reduzir o intervalo entre ciclos de esteróides.

    INSÔNIA

Os esteróides têm efeito estimulante no sistema nervoso central, o que pode provocar insônia. Para evitar o problema, os esteróides orais só devem ser administrados seis horas antes de ir dormir e os injetáveis logo ao acordar. O efeito também desaparece com a interrupção da administração.

       HEPATOTOXIDADE

Quase todos os esteróides causam lesão no fígado, sendo que os 17 alpha-alquelados são os mais tóxicos pela dificuldade de processamento. A maior parte das lesões promovidas no fígado são reversíveis tão logo o uso do medicamento seja interrompido. Porém, efeitos mais sérios como icterícia somatizada pelo amarelamento da pele, das unhas e branco dos olhos é um sinal para imediata interrução do medicamento e procura de orientação médica para monitoração das funções hepáticas. Acredita-se que o uso de "evening primrose oil" reduz a lesão hepática por repor no fígado ácidos graxos depletados pelos 17 alpha-alquelados. Os outros hepatoprotetores têm eficiência ainda duvidosa.

PROBLEMAS DE TENDÕES E LIGAMENTOS

Sob o efeito de esteróides anabólicos o músculo se torna mais forte pelo aumento no tamanho das fibras musculares e pela maior retenção de fluídos. Ocorre que muitas vezes este aumento de força é desproporcional à capacidade de adaptação dos tendões e ligamentos (terminações que conectam o músculo ao osso) que têm este processo mais lento. Em decorrência disso, muitos atletas experimentam inflamações, inchaço e até ruptura de tendões e ligamentos. A única forma de evitar este problema, que pode retirá-lo do cenário por semanas ou meses, é obter ganhos progressivos e incluir periodicamente exercícios de alta repetição em seu treinamento com o objetivo de fortalecer os tendões.

Estes são alguns dos efeitos colaterais mais comuns. De novo, a melhor forma de evitá-los é não utilizar esteróides anabólicos ou, se os ut


        UM PESADELO QUE VIRA SONHO

No último número da Muscle In Form, o professor Ney Pereira coloca de forma muito emocional o assunto esteróides anabólicos em seu artigo Um Sonho que Vira Pesadelo. Não tenho dúvidas quanto as boas intenções e ao grande coração deste homem, mas tenho a obrigação de fazer algumas considerações.

1- onde está o laudo médico que comprova que a pessoa mencionada faleceu em função do uso de esteróides anabólicos ?

2- quem pode afirmar que outras substâncias farmacológica não estavam sendo utilizadas?

3- qual a dosagem de cada substância?

4- no mencionado artigo de um jornal de circulação nacional é narrada a triste história de um possível usuário de esteróides anabólicos artigo este denominado de “sobrevivente”. Se o indivíduo em questão é um sobrevivente onde estão todos os outros corpos?

Vejam, não me interpretem mal, pois creio que a preocupação e o alerta geral de Ney continuam válidos, mas não podemos tomar a parte pelo todo, não podemos assumir uma situação sem uma visão clara. Normalmente, esta visão clara é passada com muita propriedade neste periódico pelo Doutor João Alberto de Mattos em seus artigos. Não restam dúvidas de que o abuso de qualquer substância pode ser letal para a saúde. O excesso de água também pode matar, por isso muitas pessoas morrem afogadas. Sempre digo que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem. Agora generalizar emocionalmente uma substância pode, também, ser pecaminoso.

Vejam, esteróides anabólicos vêm sendo muito úteis para muitas pessoas, desde aquelas que sofrem de depressão a pacientes aidéticos, mas também vem colaborando para aqueles que querem manter ou aumentar a massa muscular. Repito, mesmo atletas que tendem a utilizar doses mais elevadas desta droga, encontram nos esteróides anabólicos uma das drogas mais seguras que um atleta pode utilizar.

Por que ninguém comenta sobre os diuréticos e a insulina? O que estas pessoas tem contra pessoas mais musculosas?

Parece que a grande colaboração de Ney em seu referido artigo passa a ser em direção ao aumento do preconceito quando cita o amontoado de pessoas que se reúnem em auditórios para ver os culturistas profissionais que eventualmente vêm ao Brasil.

Então, por que um número muito grande de pessoas vão assistir a provas de Fórmula 1 e nem tantas prestigiam provas da categoria turismo?

Por que não se critica, também, as provas de triatlom e maratona e a magreza cadavérica destes atletas? Eu não consigo no momento pensar em algo mais agressivo ao corpo humano do que estes esportes, sem contar as catabolíticas horas diárias que estes dedicados atletas reservam ao seu treinamento. Será que ao final do dia eles têm mais energia do que os fisiculturistas para transar com suas mulheres?

A diferença é que o culturista carrega o esporte no corpo. Muitos atletas de longa duração podem passar por anorexos, famintos da seca ou possuidores de alguma doença degenerativa, mas se proclamam ser maratonistas normalmente passam a ser respeitados. E quem treina com pesos: taxados de bombados e possuidores de um pau pequeno.

É engraçado, parece que falta um pouco de respeito, já escrevi sobre isto, mas continuo perplexo neste país. Aqui não é permitido ter preconceito contra cor, religião, credo ou classe social, mas sim quanto ao volume dos músculos. Acho muito arriscado quando um assunto passa a ser emocional, isto ocorre quando a emoção ultrapassa a razão, quando a especulação passa a assumir os fatos científicos. Creio que escrevi algo parecido em algum lugar há alguns anos.

Caros amigos, não aprovo o uso indiscriminado de nenhuma droga nem desejo incentivar ninguém a fazê-lo, mas eu pessoalmente posso afirmar que utilizo ciclos de esteróides anabólicos há quase vinte anos e ainda não morri. Se uma pessoa comprovadamente tivesse morrido pelo uso destas substância, valeria qualquer alerta, mas não alarde sentimental e exacerbado. Aliás, deste tipo de terrorismo a moda terceiro mundo, nós, da musculação levada a sério, já estamos cheios. Fico mais abismado quando estas bombas de geléia cor de rosa vêm de alguém especializado na área.

Procurem as estatísticas de pessoas que morreram pelo uso de aspirina e tylenol. Nem por isso estas drogas estão fora de circulação no restante do mundo. Isto é porque elas, quando bem administradas, beneficiam um número muito grande de pessoas.

Eu consigo me beneficiar positivamente dos esteróides anabólicos e, como não desejo ser”politicamente correto” porque não vou me candidatar a nada, porque sou dono do meu nariz e não tenho que assinar o ponto em nenhuma universidade e lá ter que trabalhar 40 horas por semana, porque não preciso estar do lado da maioria para ter aprovação social, nem quero ser pastor ou canonizado, livremente posso dar o meu testemunho, nem que tenha que fazer alguns inimigos. Sei muito bem que os tenho, mas também tenho a consciência de que os amigos que possuo são verdadeiros e não andam com uma espiga de milho enfiada no busogulho, fazendose de santo e fingindo ser o que não são.

Também conheço muitas histórias de pessoas que cometeram absurdos para ter um físico mais volumoso e passaram muito mal, também conheço pessoas que já se foram, provavelmente pelo abuso de várias drogas. Muitas destas histórias serão contadas no Livro Musculação Anabolismo Total II. Mas assumir que alguém tenha morrido apenas pela ação dos esteróides anabólicos eu acho um pouco impreciso.

Da próxima vez porque não escrever sobre os riscos do implante de silicone a as megalipoaspirações e as suas possíveis complicações. Com certeza, os óbitos são mais palpáveis e em maior volume do que o de todas as possíveis vítimas dos esteróides anabólicos em uso desde a década de 40. Aliás, novamente, gostaria de saber onde estão todos os corpos vitimados pelos esteróides anabólicos, alguém sabe onde eles estão?

Aliás, desde que comecei a sistematicamente a utilizar esteróides anabólicos passei a dormir melhor, principalmente porque desapareceram os sintomas de depressão, enfim, os meus pesadelos se tornaram sonhos e, como bônus, ainda, ganhei alguns quilinhos extras. Achar que esteróides anabólicos só retêm líquidos, Ney? Quanta ingenuidade.

NÃO SEJA IDIOTA!! O QUE VALE MAIS: VIVER POUCO COMO UM REI(BOMBADO) OU VIVER MUITO COMO UM ZÉ??(FISICO NORMAL DENTRO DE SUA CAPACIDADE FISIOLOGICA) SE LIGA!!

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